Viajar é sinónimo de desligar da rotina… ou talvez não tanto assim. Um novo estudo da eDreams veio revelar como os portugueses lidam com higiene, organização e cuidados pessoais durante as férias e os resultados mostram que, mesmo longe de casa, há hábitos que nunca mudam.

Entre quem mantém religiosamente a rotina de beleza e quem simplifica tudo para ganhar tempo, os portugueses dividem-se. Um terço (33%) tenta seguir exatamente os mesmos cuidados do dia a dia, enquanto outros 33% adaptam os rituais consoante o destino: seja praia, cidade ou natureza. Já 19% assumem uma abordagem mais minimalista, reduzindo passos para aproveitar melhor a viagem.

Quando o tema é fazer a mala, há um ponto em que os portugueses são praticamente unânimes: mais vale prevenir. A maioria (59%) admite levar mais do que um par de roupa interior por dia, só por precaução. Outros 33% levam um par por dia, certinhos, e apenas 5% arriscam levar menos e lavar durante a viagem.

A tendência de levar roupa interior extra é mais frequente entre as mulheres (68%) do que entre os homens (49%), e também mais comum entre os viajantes mais jovens, com entre 18 e 24 anos (72%). Quando comparados com os outros países incluídos no estudo global, os portugueses destacam-se por esta preocupação: Portugal é dos países onde mais viajantes afirmam levar mais do que um par de roupa interior por dia, ficando apenas atrás dos EUA (64%) nesta matéria.

E se já se leva tudo contado (e reforçado), lavar roupa durante as férias acaba por não entrar nos planos. De facto, 37% dos portugueses dizem que raramente lavam roupa quando estão fora de casa, colocando-nos entre as nacionalidades que menos recorrem a esta tarefa enquanto viajam. Afinal, férias são férias.

O regresso a casa também não escapa a rituais bem definidos e aqui as opiniões dividem-se. Para 29%, nada bate um banho imediato antes de pensar em desfazer a mala. Outros 24% preferem tratar logo da arrumação, idealmente sobre uma cama já preparada com roupa lavada. Há ainda os mais cautelosos (23%), que abrem a mala na garagem e seguem diretamente para a máquina da roupa, num ciclo bem quente.

Já os mais jovens voltam a destacar-se… pela procrastinação: 13% admitem deixar a mala fechada no chão durante três a cinco dias, um hábito especialmente comum entre os 18 e os 24 anos. No extremo oposto estão os viajantes com 65 anos ou mais, dos quais 42% desfazem a mala imediatamente e com tudo bem organizado.

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