Roma - @Oleg Magni ©

Depois de um ano atípico, só queremos dizer adeus a 2020, e dar as boas-vindas a 2021, na esperança de poder retomar no próximo ano uma das atividades que nos dá mais prazer: viajar. Nesta reta final de 2021, os editores das revistas internacionais de viagens fazem as suas escolhas para 2021. Nada como olhar para o que dizem os experts e planear aquela que será “a” viagem de 2021.

Já é uma tradição a Condé Nast Traveler (CN Traveler) eleger todos os anos a sua Gold List de hotéis com base nas escolhas pessoais dos seus editores. Neste ano especial, a lista vai além da escolha de alojamento e inclui restaurantes, companhias aéreas, cruzeiros e destinos, com os quais os editores da publicação andaram a sonhar este ano, enquanto não puderam viajar por causa das restrições da pandemia. Nos sete destinos escolhidos incluem-se duas cidades americanas, Washington, D.C. e Filadélfia. A primeira é descrita como uma cidade “que tem tudo, mas a uma escala gerível”, ou seja, desde arquitetura, a hotéis, bares, restaurantes, museus (incluindo os 19 museus do Smithsonian Institution de entrada gratuita) e “um aeroporto praticamente dentro dos limites da cidade que permite rapidamente chegar ao centro da cidade, onde existem amplos bairros, todos com sua própria cor e estilo, para explorar”. Já sobre Filadélfia, um dos editores da CN Traveler escreve que “há realmente algo especial sobre cidade” e refere que um dos seus locais preferidos é Fairmount Park, atrás do famoso museu de arte, “cujos quilómetros de extensão traçam um círculo ao redor do rio Schuylkill”. Dos EUA para o continente europeu, e permanecendo num destino de cidade, Roma figura como um dos destinos de eleição. Nas palavras do editor que escolheu Roma, a cidade é “o único lugar no mundo onde voltaria em vez de escolher um lugar novo”. “Adoro as suas falhas (…) e o facto de ser tão imperfeita e ainda assim não se importar, porque é o lugar que deu tudo ao mundo e agora Roma não deve nada a ele. Mas, apesar de tudo isso – ou talvez por causa disso – Roma é o lugar mais magnífico”.

Das cidades para a natureza, os editores da CN Traveler escolheram ainda a ilha de Kuaiu, no Havai, conhecida como a “Ilha Jardim”, devido às suas “exuberantes florestas tropicais e trilhos para caminhadas”; a Ilha Waiheke, na Nova Zelândia, conhecida pelos seus vinhedos; o Peru – “não é apenas a beleza das pessoas, a cultura e a comida, mas a sensação de calma que vem de estar entre aquelas montanhas que perfuram o céu sem limites”, escreveu a editora sobre a cordilheira dos Andes; e, por fim, a ilha de St. Barts, nas Caraíbas, descrita como um paraíso romântico.

A equipa de edição do suplemento de viagens do jornal britânico The Independent fez as suas escolhas para 2021 e entre os destinos eleitos está Valência, a terceira maior cidade espanhola, cujo destaque recai no facto de estar a trabalhar para se tornar uma cidade ecológica em 2021. “Os visitantes podem explorar 150 km de ciclovias, 20 km de praias com Bandeira Azul da Europa e dois milhões de metros quadrados de espaço verde”, sugere a publicação. Outro dos destinos eleitos é a Escócia. Não um sítio em particular, mas todo o país. Para os editores do The Independent vale a pena visitar as cidades, as ilhas, as praias, e contemplar toda a diversidade de vida selvagem que o país tem para oferecer. Não são os únicos a pensar o mesmo já que a National Geographic Traveller (Reino Unido) anunciou a Escócia como um dos seis principais destinos de “Natureza e Vida Selvagem” na sua lista dos Melhores do Mundo em 2021.

Escócia

Ainda na Europa, a publicação britânica sugere a cidade sueca Gotemburgo, com o seu título de cidade mais sustentável da Europa, por ter liderado “o Índice de Sustentabilidade de Destinos Globais nos últimos quatro anos consecutivos, introduzindo uma série de medidas progressivas, como 65% do transporte da cidade operado com energia renovável e um mega-hotel (o maior da Europa) alimentado por vento”. “A estratégia de imunidade coletiva pode ter sido um desastre, mas não significa que a Suécia não esteja a acertar noutras áreas”.

Fora da Europa, no continente africano, artigo do The Independent sugere o Congo. “Quero começar no que hoje é a maior cidade de língua francesa do mundo, Kinshasa, e viajar até o parque nacional de Virunga para escalar o vulcão de 3.470 metros, Nyiragongo, e talvez encontrar gorilas da montanha”, escreve o editor.

Por fim, surge Queensland, na Austrália. “É improvável que a Austrália reabra as suas fronteiras até o final de 2021, exceto para os países vizinhos. Mas quando isso acontecer, estarei pronto para explorar tudo o que Queensland tem a oferecer. Desde snorkeling na Grande Barreira de Corais, passeios por ilhas nas Whitsundays e praias intermináveis da Gold Coast à Sunshine Coast”.

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