Exterior do "Mirror Line"

A Arábia Saudita está a planear um novo projeto, The Mirror Line: um imponente arranha-céus com 170 km de comprimento e mais de 500 metros de altura, e que custará cerca de mil milhões de euros.

Um projeto que, num futuro distante, poderia estar ao nível das grandes construções dos nossos antepassados, tais como as famosas Pirâmides de Gizé ou a extensa Grande Muralha da China. Estes são, de facto, os principais pontos de referência para Mohammed bin Salman, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, que quer um feito semelhante. “Eu quero construir as minhas próprias pirâmides“, afirmou.

Não há melhor cenário do que o deserto para uma construção deste calibre. O lugar escolhido? O nordeste da Arábia Saudita, com vista para as águas do Mar Vermelho e com vistas deslumbrantes para o Golfo de Aqaba. De facto, é este abismo que seria o início deste imponente arranha-céus horizontal que se estenderia por mais de 170 quilómetros e estaria ligado a um novo aeroporto futurista. Para lhe dar uma ideia: este arranha-céus teria um tamanho semelhante ao de viajar de Madrid para Salamanca em linha reta e seria mais alto do que o Empire State Building. Seria tão grande que poderia albergar um estádio de futebol no seu interior.

Para a sua construção, e após os primeiros planos, pretende-se que este arranha-céus tenha dois blocos exteriores posicionados como duas barreiras que albergam a vida no interior. É precisamente aí que existiriam edifícios residenciais, centros comerciais, jardins verticais e todo o tipo de comodidades que lhes permitiriam isolar-se do calor extremo exterior (com uma temperatura média de 39 graus celsius durante as horas centrais do dia).

Para garantir o maior conforto, todos os sistemas pretendem ser completamente sustentáveis graças às energias renováveis, pelo que para além de ser um dos arranha-céus mais imponentes do planeta, seria também um dos mais sustentáveis.

O projeto tem o nome de “Mirror Line”, que significa em português “a linha do espelho”, porque as paredes seriam feitas de modo a não afetar a vida da área circundante, sendo um verdadeiro espelho através do qual seria possível continuar a contemplar as vistas deste vasto deserto.

Este projeto, um dos mais ambiciosos das últimas décadas, é a primeira tentativa de construção de uma cidade vertical. De facto, se for para a frente, seria um verdadeiro marco na história da Humanidade. E não admira… porque até 9 milhões de pessoas poderiam viver neste edifício, equivalente à população de Londres. Mas não é tudo, pretende-se que seja uma cidade sem carros nem estradas, criando um sistema complexo de mobilidade dentro do próprio complexo.

A fim de poder viajar fora deste arranha-céus, o projeto prevê um porto numa extremidade, o mais próximo do Golfo de Aqaba, e um aeroporto na outra, permitindo a mobilidade internacional dos seus habitantes.

O herdeiro da Arábia Saudita pretende mandá-lo construir até 2030. Mas, segundo os peritos na matéria, seriam necessários pelo menos 50 anos para que este projeto se tornasse realidade. Um número que, longe de parecer excessivamente longo, não é nada comparado com os 200 anos que levou a construir a Grande Muralha da China.

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