Nova Iorque, EUA
Nova Iorque, EUA

Se está a pensar marcar uma viagem aos Estados Unidos, prepare-se: pode vir aí uma mudança pouco simpática para quem entra no país através do ESTA – o programa que permite a turistas de 42 países, incluindo Portugal, viajar sem visto.

As autoridades norte-americanas querem começar a pedir muito mais do que apenas o número do passaporte e a morada onde vai ficar. Segundo uma nova proposta da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e do Departamento de Segurança Interna (DHS), os visitantes poderão ter de apresentar o histórico das suas redes sociais dos últimos cinco anos.

Atualmente, o ESTA exige apenas informações básicas, como dados do passaporte, data de nascimento e eventuais antecedentes criminais. Existe ainda, desde 2016, um campo opcional para indicar os perfis de redes sociais, mas quem não o preenche não sofre penalizações.

Com a nova proposta, essa informação passaria a ser obrigatória. E não fica por aqui: os viajantes podem ainda ter de fornecer os números de telemóvel usados nos últimos cinco anos, emails da última década e dados de familiares próximos, incluindo nomes, datas de nascimento e contactos.

O objetivo é “reforçar a segurança nacional e melhorar a triagem prévia de viajantes”, especialmente com a expectativa de milhões de visitantes adicionais devido ao Mundial de 2026 e aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Se não houver contestação judicial, as novas regras podem entrar em vigor dentro de 60 dias, segundo o aviso oficial. Para já, o Departamento de Segurança Interna não comentou oficialmente a proposta, mas a administração de Trump tem deixado claro que pretende apertar o controlo nas fronteiras.

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