A Coreia do Sul tem um itinerário para satisfazer as necessidades de cada tipo de viajante, com uma escolha de excursões que dão prioridade à cultura, arquitetura contemporânea, gastronomia, folclore, ambiente natural, ou que conjugam um pouco de tudo. Além da hospitalidade contagiante, encontrará um país tecnologicamente avançado mas que continua a respeitar as tradições. A revista Viajar dá-nos 5 razões pelas quais a Coreia do Sul não deixará indiferentes aqueles que imergirem na sua cultura:

O K como símbolo da “onda cultural coreana”

A letra K é um amplo guarda-chuva sob o qual se agrupam todas as manifestações culturais da Coreia do Sul, desde as que foram consolidadas há muitos séculos até às tendências mais recentes, expressas através da música, do cinema ou da gastronomia. Nomes como K-Food, K-Pop, K-Drama, e K-Beauty são apenas exemplos dessas manifestações culturais.

A indústria cinematográfica e musical são os dois expoentes mais claros da expansão do que tem sido chamado de Hallyu (traduzido como “Onda Coreana“). Há muito que o cinema coreano tem vindo a ganhar projeção internacional, não só com o recente sucesso do filme vencedor do Óscar, Parasitas, mas também com filmes realizados por Park Chan Wook, como Old Boy e The Handmaiden, e por Kim Ki-duk, como Iron 3.

O fenómeno K-pop está, há vários anos, no top dos géneros musicais mais ouvidos e os videoclips de bandas de K-pop, como os BTS ou a ‘girlband’ BLACKPINK, têm milhares de visualizações no Youtube.

Existem numerosas atividades que nos permitem imergir no “mundo K” para conhecermos a cultura coreana. Alguns dos destaques incluem o jjimjilbang, um spa ao estilo coreano; a possibilidade de seguir itinerários à procura das localizaçãos dos filmes mais conhecidos; fazer um curso de artesanato tradicional, como os cursos de cerâmica na cidade de Icheon; visitar a DMZ (Zona Desmilitarizada); ou vestir-se com o traje tradicional hanbok depois de assistir à mudança de guarda no Palácio Deoksugung.

Gastronomia que evoca tradição e delicadeza

A cozinha coreana (conhecida como hansik) tem vindo, ao longo dos últimos anos, a ganhar popularidade internacionalmente . As especiarias desempenham um papel importante, desde as malaguetas vermelhas picantes que formam a base do gochujang, um molho utilizado como condimento em diversos pratos, até aos grãos de soja utilizados no doenjang, uma refeição altamente nutritiva. Alguns dos pratos mais conhecidos são o lbibimbap, uma preparação de arroz com vegetais, e gochujango bulgogi, carne de vaca temperada.

Outra característica da cozinha coreana é a grande variedade de pratos secundários, chamados banchan. O mais famoso é o kimchi, um prato consumido diariamente pelos coreanos, composto por hortaliças e condimentos que, por ser feito em conserva, é rico em propriedades probióticas, vitaminas e nutrientes.

Cultura, natureza e tradição – Património Mundial da Unesco

A Coreia tem uma grande parcela de património certificado pela UNESCO. As heranças culturais incluem fortalezas, palácios, dólmenes, aldeias, mosteiros e uma importante coleção de gravuras de blocos de madeira. As heranças naturais incluem a ilha de Jeju e um ecossistema com zonas húmidas. As heranças intangíveis incluem festivais, danças, música e o kimchi; e as memórias incluem diários, arquivos, sons e livros.

Seul e Busan: dinamismo e fusão do passado, presente e futuro

Busan, Coreia do Sul

Mais de seis séculos separam os locais patrimoniais ligados à dinastia Joseon, responsável pela transferência da capital para Seul no final do século XIV, e o complexo cultural Dongdaemun Design Plaza de Zaha Hadid. Entre estes edifícios encontra-se um pequenos mundo de cafés e casas de chá, mercados gastronómicos onde se pode saborear a “street food” coreana, casas tradicionais hanok, museus e uma vida noturna agitada que fazem da capital da Coreia do Sul uma das cidades mais dinâmicas do continente asiático.

Busan é a segunda maior cidade da Coreia, caracterizada pela atividade portuária. Uma das experiências mais interessantes que oferece é uma visita ao mercado de peixe Jagalchi, onde é possível passear por becos repletos de bancas de rua que vendem peixe e marisco fresco, comprar o que lhe apetecer e mandar cozinhá-lo no local. O templo Haedong Yonggungsa está localizado à beira-mar e tem uma vista pitoresca sobre o mar e sobre a costa selvagem de Busan.

Ilha Jeju, uma das 7 maravilhas naturais do mundo

Ilha de Jeju

A Ilha de Jeju é uma das 7 maravilhas naturais do mundo e é a província autónoma coreana que detém a tríplice coroa da UNESCO: Património Mundial Natural, Geoparque Global e Reserva da Biosfera. Conhecida por ser uma das mais belas ilhas do mundo, é o lar de numerosas maravilhas naturais.

No dialeto da Ilha Jeju, Olle é um caminho que conduz a casa. Ao longo do tempo, esta palavra foi adaptada para se referir a toda a rede de trilhos para caminhadas que atravessam a ilha de forma transversal. Há mais de 20 rotas à escolha, num total de 425 quilómetros. Os percursos variam muito em distância para se adequarem ao nível de resistência de cada um, permitindo escolher entre uma visita demorada às zonas rurais de Jeju ou subir um vulcão adormecido.

Gyeongju, a antiga capital do Reino de Silla, a Fortaleza de Hwaseong em Suwon, as casas típicas intituladas hanok de Jeonju, o Templo de Bulguksa, o Parque Nacional do Monte Seoraksan, a Aldeia de Hahoe em Andong e os Sete Templos de Sansa são outros pontos de referência imperdíveis na Coreia.

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